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08/12/2016
Homenagem à Dra. Berta Lange.

Muitos de nós já deve ter pensado em perguntar, ou até perguntou,  à Dra. Berta: “o que a senhora queria ser, se  não fosse Botânica?”...

Penso que receberíamos, e receberam, a mesma resposta: “Se eu não fosse Botânica, queria ser Botânica”.

 

Dra. Berta Lange de Morretes nos deixa, neste último dia de novembro de 2016, um quadro pintado durante seus 99 anos de vida que nos revela as cores dos desafios, as luzes das conquistas e as nuances das cores do conhecimento.

Uma mulher que com sua força e determinação atravessou o caminho da desconfiança da ciência, das dificuldades materiais e humanas no ensino, das incertezas da gestão, das escolhas e do fazer.

Mas, mesmo assim nos revelou sempre sua crença na verdade e no bem fazer.

Nossas lembranças hoje brincam com todos os nossos sentidos. A audição de suas histórias e seu conhecimento, a visão de uma bela senhora encantada com a Botânica, o tato de suas mãos sempre acolhedoras e afetuosas, os cheiros de mato e planta de suas aulas no campo e o paladar de suas deliciosas receitas preparadas com tanto carinho para seus estudantes, colegas e auxiliares.

A Botânica no Brasil é fruto de sua dedicação, empenho e trabalho conjunto com tantos professores e pesquisadores que hoje nos ajudam a escrever os caminhos que trilhamos por e com esse conhecimento.

Manoel de Barros escreveu algo que nos traz Dra. Berta “Eu precisava de ficar pregado nas coisas vegetalmente e achar o que não procurava.”

Sua luz continuará iluminando nossos caminhos.

Dra. Berta Lange de Morretes uma vida construída com a certeza e o otimismo que as possibilidades são construídas e não simplesmente encontradas.

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